2º
Mega Show Internacional de Motos
realizado na cidade de
Melo, Cerro Largo no Uruguai
Como estava combinado
me encontrei com o amigo Mamuth e esposa, e
ficamos esperando os membros do “Dragões Raça Liberta”, Edson, Cláudio,
Mauro e Nivaldo, as 7:30 hs no
posto de fiscalização logo depois da ponte do rio Guaíba, de onde partimos mais ou menos as 8:00 para nosso
destino que é a Cidade de Melo no Uruguai.
Como já rodamos
outras vezes juntos só encontrei uma pequena dificuldade em acompanhar os
mesmos em razão da disparidade de máquinas, pois durante um bom tempo
mantivemos a média de velocidade entre 80 e 110 kms por hora.
Efetuamos a primeira
parada depois da cidade de Guaíba, para um café da manhã e abastecimento de
quem não tinha completado o tanque.
A próxima parada foi
no posto depois da entrada de Camaquã, onde aproveitei para completar o nível
do óleo, já que minha moto está cada vez mais “poçante”, em cada lugar
que para fica uma poça de óleo.
Paramos para o almoço
depois da entrada para Rio Grande na BR116, onde abastecemos (coloquei 20 reais
para completar o tanque).
Seguimos daí até
Jaguarão onde efetuamos nova parada para os amigos completarem seus tanques.
Muita gente simpática na cidade nos olhando com curiosidade, inclusive vindo
falar conosco o pessoal do Jornal local chamado A Folha, que queriam informações
sobre a viagem que foram fornecidas pelo “Mestre de Relações públicas
Nivaldo”.
Infelizmente as fotos
batidas pela equipe do Jornal não saíram, deste modo não teremos a reportagem
publicada. Agradeçemos mesmo assim inclusive pelas informações sobre a
cidade, fazendo com que se queira voltar para conhecer melhor a mesma.
Saímos de Jaguarão
direto a Melo, parando apenas depois da fronteira, onde nos pediram os
documentos, nossos e das motos. Para quem for efetuar a viagem se recomenda que
levem a carteira de identidade, pois no setor de “Migracion” não é aceita
a carteira de motorista como documento de identidade. Sem maiores problemas pois todos estavam documentados.
Chegamos em Melo pouco
depois das 16 horas e a festa já estava correndo solta, mas rodamos uns 15
minutos dentro da cidade pois precisamos localizar o local do evento, já que não
vimos placas indicando o local correto.
A recepção feita
pelos membros da organização, com destaque para o Nike (Hebert
Tejera) e o Índio Estradeiro – (ou será “o beijoqueiro”), mais o amigo
El Zebrita, foi algo de espetacular.
O Zebrita animando a festa e colocando as informações
no site http://www.escapedigital.com.uy,
muito útil para se conseguir informações sobre os encontros do Uruguai e também
informações sobre diversos grupos motociclísticos do Uruguai.
Musica ao vivo rolando no anfiteatro do parque, com
a Banda The Blazer Brothers, que jogou a adrenalina para cima, ainda mais com o
Show da Carlinha, a mais jovem a efetuar um borração de respeito.
Enquanto eu ficava passeando pelo local
e tirava muitas fotos, os companheiros Dragões foram até o Hotel, para arrumar
as coisas, ficando no anfiteatro também o amigo Cláudio, curtindo o som e a
seqüência de eventos e homenagens que se iam desenrolando.
Dei uma volta pelo camping, e realmente
a coisa estava com sua parte mais central completamente lotada, muitos grupos não
só do Brasil mas também do Uruguai, em perfeita harmonia.
Muito engraçado foi encontrar o Lague
(Cruzando Sul) passeando de motinho tipo garelli, para lá e para cá feliz da
vida.
O que realmente mais chamou a atenção
foi realmente o grande número de motos antigas, muitas de pequena cilindrada,
que iam e vinham a toda hora, transportando o pessoal local que a tudo assistia
pois acredito não tinham visto até agora um grupo tão grande, e de acordo com
a organização, mais de 1200 confirmaram presença, se somarmos a isto mais os
que como eu não se registraram, acredito que se possa dizer que estavam lá
perto de 2000 motociclistas, entre estradeiros e locais, com um clima
maravilhoso pois não só não tinha zoeira, mas o pessoal nos tratou com uma amizade
e simpatia difíceis de serem superadas por outro lugar.
Muito engraçada a festa dos dois amigos
dos Nômades, tomando cerveja em um penico que ainda tinha uma meia dentro.
Ao voltar ao anfiteatro para continuar
com as fotos, me dei conta no cair da noite que tinha deixado a minha carteira
com os documentos na jaqueta, que estava enfiada em um extensor na moto, fui até
a moto e estava tudo lá, jaqueta, documentos. Com minha cara de surpresa um
outro companheiro me mostrou as motos do outro lado da rua, e ainda tinha moto
que estava com a chave na ignição, sem que ninguém sequer as tocasse, apenas
olhavam curiosos.
Após terminar as premiações e entrega
de troféus de participação, fomos para o
centro da cidade, para um trailer chamado Cattivelli, onde se serve um tipo de
“X” família, que dois tem que dividir para comer, para informar o pão é
maior que um prato nosso, pois é realmente grande e só custa 42 pesos (4
reais). Ficamos por ali conversando, tomando cerveja e encontrando amigos que
chegavam para um lanche e também fazendo novos amigos. Muita gente circulando
na praça, pois é um dos pontos de paquera da cidade.
O pessoal com suas motinhos faz a volta
na praça, vai para o centro da cidade "pescar" e volta para a praça,
onde alguns param para conversar e namorar ao lado da igreja.
Tarde da noite fomos para o hotel, e a
gozação começou quando perguntaram quantas motos tínhamos deixado no
estacionamento, e o Edson disse 5 motos e um caco(MLinha), e demos boas risadas.
Após um bom banho ainda demos uma caminhada pelo centro, e fiquei assombrado
com o número de lojas que ficavam com suas mercadorias na vitrine durante a
noite, onde se via desde celulares de última geração a jóias, e o pessoal
ainda rodando de motinho do centro para a praça, querendo chamar atenção das
meninas e meninos, pois muitas garotas andam de moto por aqui.
Para esclarecer segundo informações
dos moradores, a lei que vai obrigar o uso de capacetes só estará em vigor a
partir de janeiro, e dizem que só será obrigatório na estrada e não na
cidade.
As motos são paradas em paralelo com a calçada, desta forma meia dúzia de motos ocupa um espaço grande, e se vêem ruas em que estão motos de ponta a ponta da calçada.
Muito
engraçada foi a cena de um casal jovem olhando as motos, e principalmente a do
Mauro, com seu tanque diferente, os dois olharam para os lados, cuidaram e ela
sentou na moto e ele bateu uma foto dela na moto e os dois saíram correndo,
lembrando as travessuras de criança, quando se tocava a campainha de uma casa
e se saía correndo. Imagens que trazem boas lembranças de um tempo que não
volta mais pelo menos aqui no Brasil.
Fui para o berço, e alguns ainda foram
tomar a saideira.
No domingo de manhã cedo fomos eu e o
Cláudio olhar as vitrines no centro e as mercadorias estavam lá, e muita gente
passando e nos cumprimentando, e eu batendo fotos.
Chama muito a atenção aqui é o
respeito dos motoristas nos cruzamentos, mesmo que eles venham na preferencial,
param para olhar se não vem veículos no sentido contrário, demonstrando uma
educação e respeito melhores que os nossos, mas é visível a despreocupação
com a segurança, já que eles andam devagar. Se viu por aqui motinhos 100cc com
casal e filhos e o condutor ainda segurando a garrafa térmica e o chimarrão,
sendo isto a coisa mais comum de manhã cedo, o casal e até dois filhos em uma
moto.
Ao voltarmos para a direção do hotel,
o que se via muito eram carros e motos antigas, como se podem ver nas fotos.
Ao chegarmos na esquina do hotel, vi uma
praça onde estava montada uma feira e na esquina uma CB400 four azul muito
linda, com placa de Jaguarão.
Fui passear na feira, e realmente
existem muitas diferenças com relação as nossas, muitas bancas como as nossas
com produtos piratas, de CDs a óculos, mas também um número muito grande de
bancas com ferramentas para trabalhos manuais e consertos, dá para se montar
uma ferragem ou mais com o que estava lá. Chama a atenção também o grande número
de revistas sobre pássaros e artesanato em madeira. Muitas estandes de livros.
Ao estar completando a volta na praça, vi uma das famosas motos da fronteira,
onde adaptam um segundo amortecedor traseiro para suportar o enorme peso
transportado em seu comercio formiga.
Voltei ao hotel e fui de moto até o
parque do evento, onde o pessoal estava desmontando as barracas e arrumando suas
coisas para pegar a estrada de volta para casa. Fiquei por ali conversando com o
Nike e o pessoal da organização, e assistindo os amigos partirem.
Quando perguntaram se também estávamos
indo embora, informamos que iríamos assistir as corridas (Cheveteiras) que
iriam ocorrer na parte da tarde, e só iríamos embora na segunda, pois estávamos
muito contentes com a festa e a população que nos tratou como parte da família.
Fui encontrar novamente os companheiros
no quiosque do camping, onde eles estavam tentando acaber com o estoque de
cerveja sem muito sucesso.
Comversa vai, conversa vem e aparece uma
menina (Berenice, 1 metro e 81 de mau caminho e muito simpática) que estava
procurando um pessoal que já tinha ido embora. Ficamos conversando e ela nos
fez companhia, inclusive nos servindo de cicerone, nos indicando o local para o
almoço, bom mas com pouca quantidade de carne para um cara como eu.
No restaurante muitos companheiros de
estrada, saí do mesmo para fotografar os amigos que ainda fizeram um desfile de
despedida pela cidade.
Saímos do restaurante e fomos até o
local das corridas, onde realmente tinha muita gente, acredito que mais que o
normal, pois elas só ocorrem uma vez no mês, e vem gente de toda cidade, e
tinha alí muitas pessoas do evento que ainda não tinham ido embora.
Muito bate papo, muita gente simpática,
mais conversa, apresentação do camarada pulando carros com sua moto, novo
borração da Carla.
Mais conversa, cerveja, iniciam as
corridas e o Nivaldo feliz da vida, pois pode olhar o chevete que estava
estacionado perto de nós e possuia um motor diesel (Isuzu) que se pode ser
visto em suas fotos. Após a bareria dos chevetes ainda teve uma corrida de
motos tipo veloterra, parte asfalto e parte terra.
Ao sairmos das corridas, fomos procurar
o caminhão que o Nivaldo tinha visto no ano anterior e queria tirar uma foto
nele.
Achamos, e o cara ficou tão feliz como
uma criança com brinquedo novo, só felicidade.
Voltamos ao parque do evento, onde ainda
tomaram mais algumas cervejas e fomos depois para a praça no centro, onde
ocorre uma apresentação de rock, Paramos no mesmo trailer para mais um “X”
Família.
Muita gente na praça começando a
chegar para a festa, que foi até tarde da noite, e eu fiquei chateado, pois não
tinha levado o carregador e terminaram as baterias da máquina. Fiquei sem fotos
da festa.
Fui para o hotel dormir e alguns ainda
ficaram na festa até tarde.
Como muita gente já tinha ido embora do
hotel, agora ficamos eu e o Edson em um quarto e o pessoal foi para outro para não
escutar o “barulinho” do ronco.
Na segunda de manhã, iniciamos os
preparativos para irmos embora, mas ainda fomos antes fazer algumas compras pela
cidade. Hoje sim chamamos a atenção, pois quase todo mundo já tinha ido
embora e ficamos nós como sobra, e todos nos olhando e cumprimentando.
Compras feitas e toca para o hotel para
a saída, não sem antes nos despedirmos do pessoal da organização e do
Nivaldo ter sua vingança, beijando o Índio.
Fomos ao posto e eu olhei o tanque e
calculei que o combustível que tinha dava para chegar a Jaguarão. Não deu e
fiquei sem gasolina, a mais ou menos 15 quilômetros da fronteira.
Aí ficam as fotos para comprovar o
verdadeiro “King Kong” que paguei pois fui rebocado pelo Edson dos Dragões
por todos os quilômetros até Rio Branco, que realmente confirma que é
extremamente arriscado vir rebocado por um cabo de aço, é como se diz quase
meio tombo, o que quase ocorreu por duas vezes.
Paramos no Posto de Rio Branco, onde
coloquei “30 pesos” para não atravessar a fronteira sendo rebocado.
Ao chegarmos a Jaguarão, paramos para
abastecer e nos dividimos, vindo o Edson na frente pois tinha compromisso e eu
depois, pois queria colocar as fotos no site, e os outros vieram em um ritmo de
passeio, pois ainda queriam curtir o visual.
Conclusão é que temos que aprender
muito com o simpático povo uruguaio, desde sua atenção e educação, como
também respeitar regras, pois lá não se viu zoeira, exibições pessoais e
desrespeito as leis e aos visitantes.
Agradeço ao pessoal da Migracion pela
atenção e qualidade no atendimento, ao pessoal do Hotel, ao Nike, ao Índio,
ao Zebrita, a turma toda que participou da organização e atendimento ao
viajantes. A Berenice por sua paciência e simpatia (Espero te ver em Jaguarão)
e fundamentalmente ao
principal que é o carinho e atenção com que nos trataram os moradores da
cidade de Melo, fazendo com que já se tenha saudade deste encontro, que para
mim é o melhor da região sul.